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25/04/2018 - Sindipeças acredita na retomada em 2018
 

 

Em sua apresentação durante o IX Fórum da Indústria Automobilística, realizado por Automotive Business no WTC, em São Paulo, o presidente do Sindipeças, Dan Ioschpe, contou com a participação direta do público. Sob o tema “Inovação, indústria 4.0 e competitividade, o novo papel das autopeças”, o executivo contou com uma pesquisa eletrônica em tempo real, na qual os participantes do evento votaram em diversos cenários, com o executivo comentando os resultados na sequência.

A pesquisa abordou vários tópicos, sem revelar grandes divergências entre a opinião do público e a do dirigente. Sobre a produção de veículos para este ano, por exemplo, a maioria dos presentes (51,8%) indicou acreditar que ela será inferior a 3,1 milhões de unidades, enquanto para 36,3% ficará entre 3,1 milhões e 3,2 milhões de unidades.

 

Acredito que haja uma sensação geral de que podem existir obstáculos, especialmente políticos, para atingir 3,1 milhões de veículos produzidos neste ano”, explica Ioschpe.

 

“Mesmo assim, creio que atingiremos essa meta”, declara. O dirigente lembrou ainda a importância das exportações: “O aumento das vendas para os mercados de outros países pode compensar uma eventual queda do mercado interno.”

A questão “Qual é o principal problema para o setor de autopeças em 2018?” chamou a atenção dos participantes. A maioria (23%) apontou “Margens reduzidas nos fornecimentos”, seguida de “Excesso de tributos na cadeia” (21%), “Falta de política industrial de longo prazo” (19%) e “Preço elevado dos insumos” (12%).

Dan Ioschpe não só concordou com o resultado da votação, que também contava com itens como “Baixa demanda/Capacidade ociosa” e “Importações elevadas de peças e sistemas” , como também afirmou que estes são obstáculos comuns a qualquer setor produtivo no País. 

“Se realizarem essa pesquisa com executivos de outras áreas, acredito que as respostas serão as mesmas”, comentou. O presidente do Sindipeças afirmou ainda que é importante para o Brasil continuar modernizando-se e apontou a reforma trabalhista recentemente aprovada como exemplo. 

“Agora é preciso avançar em outras áreas”, acrescenta. “Hoje, um dos grandes problemas do País está na área tributária e isso precisa ser resolvido no próximo governo”, declara. Outro tema bastante lembrado a respeito da indústria automobilística nacional é a ociosidade no setor de autopeças. 

Para 62,6% dos presentes ao fórum, ela vai cair neste ano, enquanto 27,4% acreditam que permanecerá nos atuais 33%. Dan Ioschpe não se mostra surpreso com o índice atual e lembra que há pouco tempo o setor estava fornecendo para cerca de 3 milhões de veículos e se preparava para ampliar sua capacidade para 5 milhões.

REFLEXOS DO INOVAR-AUTO

Na sequência foi abordada a questão sobre o Inovar-Auto. Para 41,1% dos participantes, o programa “trouxe vantagens para toda a cadeira automotiva”, enquanto 38,8% acreditam que ele resultou em “uma série de vantagens para as montadoras”. Em compensação, 17,3% dos presentes creem que o programa “não trouxe benefícios” e apenas 2,7% indicaram que ele “trouxe uma série de benefícios para o setor de autopeças”.


O presidente do Sindipeças viu o resultado com naturalidade, lembrando que o governo não ouviu o setor de autopeças ao elaborar o Inovar-Auto. “Mas é inegável que o programa trouxe benefícios e elevou o nível dos veículos produzidos no Brasil”, observa. O fundamental, de acordo com o executivo, é evitar os erros do passado e revigorar os avanços conseguidos. 

Essa percepção do público sobre o Inovar-Auto explica a falta de otimismo com o Rota 2030 (além do atraso na sua implantação). Apenas 11,8% dos participantes indicaram acreditar que o novo programa vai avançar plenamente, enquanto para a maioria (76%) o programa avançará moderadamente. Para 12,2%, o Rota 2030 não irá para frente. 

O presidente do Sindipeças, mais uma vez, não estranhou o resultado da votação, mas fez questão de lembrar que o Rota 2030 “não é uma panaceia e não visa a resolver problemas, mas sim estabelecer regras e definir uma série de caminhos que a indústria automobilística deverá seguir, em termos de emissão, tecnologia e conectividade, por exemplo. O Rota 2030 não é solução e as pessoas não devem ver o programa dessa forma”. 

O clima ficou mais otimista quando se abordou a situação atual do mercado. De acordo com 57,1% dos presentes, suas empresas manterão o nível de investimentos, enquanto 30,6% indicaram que suas empresas pretendem acelerar os investimentos no País. 

Para apenas 12,3% dos participantes, os investimentos serão reduzidos. Dan Ioschpe fez questão de lembrar a importância dos investimentos em educação e aprimoramento da mão de obra que o Sindipeças ajuda a promover. Sobre o nível de emprego, 35,3% dos participantes indicaram que ele não vai se alterar em suas empresas neste ano, enquanto para 33,2% haverá crescimento até 5% e 23,3% preveem crescimento superior a 5%.

No tema exportações, o público mostrou algum ceticismo. A maioria acredita que as vendas para o mercado externo vão bem, mas para 30,8% as exportações ficarão estáveis, enquanto para 23,4% elas tendem a avançar. Em compensação, 45,8% preveem que os embarques não avançarão em virtude de dificuldades locais como tecnologia, logística e custos, por exemplo. 

De acordo com Dan Ioschpe, as projeções do Sindipeças indicam que haverá aumento nas vendas para o exterior, mas aumentará também a quantidade de importações. Isso reforça, novamente, a importância do Rota 2030 para a definição dos caminhos que a indústria automobilística nacional vai seguir nos próximos anos.

FONTE: AUTOMOTIVE BUSINESS



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