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05/02/2013 -
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GM sinaliza com manutenção de empregos em São José dos Campos
 
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A reunião entre o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e a direção da General Motors, encerrada na por volta das 14h30 da última sexta-feira

Portaria General Motors

Segundo o diretor de relações institucionais da GM, Luiz Moan, a expectativa é de que as duas partes consigam chegar a um bom termo nas medidas necessárias para a manutenção da competitividade do complexo industrial de São José dos Campos.  "O sindicato demonstrou que poderá flexibilizar a sua posição em alguns pontos da pauta, de um total de 17, como o de uma nova grade salarial", disse Moan durante entrevista concedida logo após a reunião, que terminou mais cedo do que o previsto.


O executivo disse que espera uma evolução positiva das negociações, seja no dia 23, para quando está prevista uma nova reunião em São José ou no dia 26, prazo que termina o período de "lay-off" (suspensão temporária do contrato de trabalho) de 780 trabalhadores da fábrica de São José  e também do acordo que garante a produção local do modelo Classic.


Sobre a possibilidade de demissão dos 1.598 funcionários excedentes, o diretor da GM disse que não existem pré-condições por parte da GM para que um acordo seja fechado com o sindicato. "Estamos dispostos a desenvolver um processo verdadeiro de negociação que não está condicionado às demissões. As negociações estão abertas e isso pode incluir a manutenção dos empregos", afirmou.


O foco da negociação hoje, segundo Moan, é a busca de requisitos que devolvam as condições de competitividade que a unidade de São José dos Campos precisa para receber novos investimentos por parte da GM. O executivo disse ainda que não existe a possibilidade de extensão do prazo do período de "lay-off, uma vez que a legislação não permite que se ultrapasse o prazo de cinco meses.


O presidente do sindicato dos metalúrgicos, Antônio Ferreira de Barros, conhecido como Macapá, disse que toda a negociação que vem sendo feita com a GM tem como base a manutenção dos postos de trabalho na fábrica de São José dos Campos. "Não há justificativa para as demissões neste momento. A empresa está recebendo incentivos fiscais do governo, que dispõe de instrumentos jurídicos e econômicos para garantir a manutenção dos postos de trabalho", disse.


O sindicato, segundo Barros, também quer uma posição clara da presidente Dilma Rousseff em relação ao que está acontecendo na GM de São José dos Campos. "Vamos continuar com a nossa luta e gostaríamos que a presidente nos recebesse em Brasília, assim como recebeu o diretor Luiz Moan e a Anfavea", ressaltou.


A segunda rodada de negociação entre a GM e o sindicato contou com a presença de representantes dos ministérios do Trabalho e Emprego (MTE) e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), além de dois secretários da prefeitura de São José dos Campos. O Mdic, segundo o presidente do sindicato, participou da reunião como ouvinte e o MTE e a prefeitura fizeram a mediação da discussão entre as partes.
(Virgínia Silveira | Valor)



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