noticias


29/04/2013 -
fiogf49gjkf0d
fiogf49gjkf0d
A terceira fase do plano da Volkswagen do Brasil
 
fiogf49gjkf0d
fiogf49gjkf0d

Thomas Schmall diz que a globalização dos produtos está próxima

 

Schmall ao lado do mais novo lançamento no Brasil, a picape Saveiro Cross: modelo local com tecnologia global. (Foto: Ruy Hizatugu)
Dos 60 anos de história da Volkswagen do Brasil, Thomas Schmall já participou de 10% como presidente da empresa no País. Ele passou em solo brasileiro mais da metade de sua carreira de 20 anos no grupo, pois também foi diretor da fábrica de São José dos Pinhais (PR), de 1999 a 2003. "Considero que sou brasileiro também", diz com seu português carregado de sotaque alemão, mas com entendimento da língua e da cultura nacional bem acima da média de seus pares.

Schmall entende o Brasil, "um país que nunca será aborrecido, sempre com algo novo a acontecer", por isso foi escalado, no fim de 2006, para tocar a segunda fase do plano da companhia para a subsidiária brasileira, logo após um período de completa reestruturação. Seu turno começou com a renovação total do portfólio de produtos. Agora Schmall quer renovar seu contrato e levar adiante a terceira etapa do plano, que envolve a globalização tecnológica dos veículos produzidos aqui.

Schmall não tem dúvidas: a Volkswagen e o Brasil vivem os seus melhores momentos da história, com perspectivas de crescimento e prosperidade. Mas não falta trabalho para atingir os objetivos, o que consome mais de 14 horas de seu dia. Para contar a Automotive Business como serão os próximos passos da companhia, o executivo concedeu 30 minutos de sua disputada agenda para a seguinte entrevista.

Automotive Business - O que senhor viu em 2006, quando chegou à presidência da Volkswagen do Brasil, e o que o vê agora?
Thomas Schmall -
Não vou fazer um balanço porque acho que isso não acabou ainda, tenho muitos anos pela frente aqui. Falando dos últimos seis anos, cheguei no fim de uma fase de reestruturação. O cenário era de pouco investimento, mercado parado. De 2006 para frente, acho que vivemos até hoje o melhor momento da história no País. O ambiente econômico é estável, pela primeira vez o Brasil tem potencial de reagir a qualquer crise mundial. É nesse ambiente favorável que entramos na terceira fase de nosso plano, que chamamos de globalização da Volkswagen do Brasil.

AB - A primeira fase foi de reestruturação, a segunda de renovação do portfólio. O que virá agora?
Schmall -
Na segunda fase fizemos a renovação dos produtos com a tecnologia existente. Na terceira fase, que já começou em 2011, faremos a globalização tecnológica do portfólio.

AB - Olhando para o portfólio atual da Volkswagen no Brasil, vemos que todos os produtos fabricados aqui são locais, com engenharia local, como o Gol e Fox, que no máximo são exportados para países vizinhos. Existe a possibilidade de a empresa voltar a fazer aqui um carro verdadeiramente global, como foi o Golf no fim dos anos 1990?
Schmall -
Temos de levar em conta que 40% dos brasileiros não têm condições de comprar um carro hoje e este é o grande potencial do mercado, que deve representar 50% do crescimento da indústria nos próximos anos. Portanto, o que empurra a produção é o mercado doméstico, não a exportação, que está cada dia mais difícil por problemas de câmbio e competitividade. Por isso nosso foco é o mercado nacional e precisamos fazer aqui o que os clientes vão comprar, como o Gol, que é líder de vendas e nosso carro-chefe.

AB - Quando se fala em globalização, como fazer isso com um produto local como o Gol?
Schmall -
O Gol que está no mercado hoje é um produto completamente diferente do que era quando nasceu [em 1980]. O carro cresceu. E quando o veículo cresce ele se encaixa melhor em plataformas globais. O segredo é aproveitar ao máximo as plataformas existentes para elevar a produção e diminuir o custo. Sobre essas plataformas fazemos os ajustes para atender o cliente de cada mercado, mas mantemos estruturas globais, como é o caso de nossa nova arquitetura eletrônica, já presente na maioria dos carros feitos aqui. Podemos transferir tecnologias de uma plataforma para outra, com grande economia de tempo e custos para agregar conteúdo aos nossos produtos.

AB - Existe hoje no País uma mudança de hábitos de consumo com o aumento da renda dos brasileiros, que podem pagar mais pelos produtos que compram. Qual é a estratégia da Volkswagen para atender esse novo consumidor?
Schmall -
Existem dois polos. Quem compra pela primeira vez escolhe o modelo básico. Na outra ponta, temos os clientes que podem pagar mais, já têm carro, alguns já viajaram e conheceram modelos melhores, que querem comprar aqui também. No Brasil essa mudança para o patamar de cima está acontecendo muito mais rápido do que foi na Europa. Nossa missão é correr para fechar todos os buracos e oferecer todos os produtos.

AB - Dentro do programa de investimento de R$ 8,7 bilhões de 2011 a 2016, a ampliação da fábrica de Taubaté está em qual fase? Será necessário aumentar os aportes?
Schmall -
Em Taubaté a nova cabine de pintura já está pronta e a nova estamparia também, em início de produção. Existe o plano de aumentar a capacidade para atender a demanda, se for necessário, mas aí teríamos de construir uma outra fábrica em paralelo e isso exigiria novos investimentos que estão fora dos R$ 8,7 bilhões.

AB - Já está certa da volta da fabricação no Brasil do Santana? (Hoje o carro só é feito na China)
Schmall -
Isso ainda não está certo. Existem estudos, mas antes temos muitos outros lançamentos para fazer. O Santana seria uma subida de nível, é um carro importante, deixou uma longa história no Brasil, mas ainda não está confirmado. O que posso dizer em termos de lançamentos é que a globalização está muito próxima.

AB - A capacidade de produção da Volkswagen do Brasil já ultrapassa 1 milhão de carros por ano?
Schmall -
Estamos perto disso. Mas depende de quantos dias e turnos de trabalho podemos negociar com os sindicatos.

AB - O investimento precisa ser aumentado em função das exigências do Inovar-Auto?
Schmall -
O Inovar-Auto gera uma série de necessidades de investimentos em novas tecnologias, principalmente para reduzir consumo e emissões. Isso não está dentro do atual programa de investimento, mesmo porque ainda faltam definições para saber o quanto deveremos investir.

AB - Como o senhor avalia o Inovar-Auto?
Schmall -
É bom para o mercado interno, porque trará investimentos. Mas é possível ir adiante e pensar também em incentivar as exportações, que serão mais importantes no futuro para garantir o desempenho da indústria aqui, quando o mercado estiver mais saturado.

AB - Nos recentes comerciais comemorativos dos 60 anos da Volkswagen no Brasil, fala-se de uma série de inovações. Mas nenhuma delas foi desenvolvida aqui ou está presente em carros nacionais. Enfim, qual a real capacidade de desenvolvimento e inovação alocada aqui?
Schmall -
Os engenheiros que temos aqui são tão bons e capazes quanto os que trabalham nos países avançados. Nós estamos preparados para adaptar todas as tecnologias necessárias para atender as necessidades dos nossos clientes.

AB - A cadeia de suprimentos está preparada para fornecer os componentes que serão necessários para fazer as inovações tecnológicas previstas na política industrial?
Schmall -
Da mesma maneira que nós vamos investir a cadeia de fornecedores precisa investir também. O maior apoio que a Volkswagen pode dar é o volume de compras, inclusive com acesso para as outras operações do grupo no mundo. Nós precisamos localizar os componentes cada vez mais, para não depender de fatores externos como o câmbio.

AB - O senhor já está caminhando para o seu sétimo ano na presidência da Volkswagen do Brasil. Normalmente os contratos de executivos expatriados são de três anos. Então já está renovando seu contrato pela terceira vez?
Schmall -
Você precisa perguntar isso para o Martin Winterkorn [presidente mundial do Grupo VW]. Mas posso dizer que também sou brasileiro, passei mais da metade da minha carreira [de 20 anos] no grupo trabalhando no Brasil [quatro anos como diretor da fábrica de São José dos Pinhais e seis na presidência]. O Brasil não é um país aborrecido, está sempre acontecendo coisas novas. Estou satisfeito com o trabalho que estou fazendo aqui e com os resultados que temos alcançado. O segredo também é a equipe que está comigo aqui, e você conhece a frase: nunca mude o time que está ganhando.

Fonte:
http://www.automotivebusiness.com.br


Comentários


Nenhum comentário no momento!



Cadastre o seu comentário
 
Titulo:
Nome:
Email:
 
Comentário

(0 / 1000)
Receber comentários por email:
 
 



Voltar

 


RH AUTOMOTIVE
contato@rhautomotive.com.br (11) 9-9208-9621 (WhatsApp) | (11) 3777-3906
RH AUTOMOTIVE - todos os direitos reservados | Desenvolvimento