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23/05/2013 -
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Carreira na indústria automobilística continua sendo muito procurada
 
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Com Inovar-Auto, necessidade de capacitação fica ainda mais evidente

 

Renato Terra, do Senai, Márcio Abraham, da Setec, José Carlos de Souza, da Mauá, e o consultor Luc de Ferran participaram de debate sobre desenvolvimento pessoal e recursos humanos
A carreira na indústria automobilística continua fascinando os jovens que entram no mercado de trabalho. Segundo José Carlos de Souza Junior, reitor do Instituto Mauá de Tecnologia, a disciplina engenharia automotiva, que desde 2008 era oferecida apenas como eletiva a partir da penúltima série, entrou de vez neste ano para a grade regular do curso de graduação de engenharia mecânica. A matéria despertava o interesse de 80% dos alunos, sendo que pelo menos metade tem ingressado no setor automotivo. "Os olhos dos estudantes ainda brilham quando falamos de automóveis. Hoje, o veículo envolve todas as áreas da engenharia, não só a mecânica, já que se trata de um projeto complexo", disse durante o 1º Fórum RH na Indústria Automobilística, promovido por Automotive Business na segunda-feira, 13, no Hotel Mercure Ibirapuera, em São Paulo (SP).

"Eu me lembro de quando a durabilidade de um carro não passava de 50 mil quilômetros rodados. Hoje projetamos um veículo para 240 mil quilômetros. Antes não tinha quase nada eletrônico e atualmente tem muita eletrônica embarcada, muita coisa mudou", comentou o consultor Luc de Ferran. Ele explica que, para atuar no setor, a formação acadêmica é mandatória, mas não suficiente. "Entre outras coisas, é preciso ter habilidade para lidar com o sindicato dos trabalhadores e também não ficar de olho só no que ocorre no Brasil. Fui treinado nos Estados Unidos, Alemanha e França e é importante ver o que fazem em outros países, principalmente o que fazem de errado para não repetir aqui."

Para Márcio Abraham, presidente do Setec Consulting Group, há muitas oportunidades e também necessidades nesta área. "A demanda por capacitação é cada vez maior e todos estão conscientes disso. O Inovar-Auto vai gerar impacto direto nos fornecedores para atender a demanda dos clientes, o que vai exigir maior conhecimento tecnológico." O diretor-técnico do Senai, Ricardo Terra, afirmou que a entidade oferece um curso desenvolvido em conjunto com o Ministério da Educação da França e com a PSA Peugeot Citroën voltado para o segmento automotivo que é atualmente o que tem a maior procura. "Realizamos no ano passado 50 mil matrículas destinadas a essa área em 53 escolas do Senai no Estado de São Paulo."

Para Terra, há grande necessidade de aproximação entre as empresas e as instituições de ensino. "Isso é importante para equalizar as ofertas de qualificação com as necessidades", explicou. Ele citou como exemplos o trabalho feito pelo Senai em conjunto com a Hyundai, em Piracicaba, e com a Ford, em Taubaté, por meio do qual são formados profissionais de acordo com a demanda.

"Atualmente, o grande desafio é ter educação de base, ensino fundamental que estimule os estudantes a se interessar pelas ciências, pela tecnologia, e que também os faça enxergar a possibilidade de optar por qualificação técnica", analisou o diretor do Senai.

Abraham ressaltou também que a qualificação não deve se restringir às montadoras e fornecedores de primeiro nível, os Tier 1. "Muitos problemas, cerca de 60%, são gerados por fornecedores de outros níveis, por isso a chave é a capacitação da cadeia inteira. A comunicação tem de fluir e ser integrada."

Luc de Ferran acrescentou que as empresas não têm mais nacionalidade. "As boas estão em todo o mundo. Não podemos fechar fronteiras. Precisamos desenvolver nossa indústria em nível global", ressaltou. Ele frisou ainda que a cooperação feminina na indústria automobilística tem de aumentar. "Essa participação está em 17%. Temos de chegar rapidamente a 20% e depois a 50%. Ou as mulheres nos ajudam ou não vai ter gente para trabalhar. E elas são muito competentes", disse.

Terra finalizou reforçando que o principal ativo das empresas são as pessoas. "Como educador, acredito que o futuro será construído por nós. Se trabalharmos com o RH, tenho certeza de que vamos vencer os desafios."

Fonte:
http://www.automotivebusiness.com.br


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