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28/05/2013 -
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São Paulo lidera produção, mas perde participação
 
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Crescimento e surgimento de outros polos pulverizam produção nacional veículos


SUELI REIS, AB

 

O polo automotivo paulista continua líder isolado no ranking dos maiores produtores de veículos do Brasil: o Estado encerrou 2012 com participação de 42,1% de um total de 3,41 milhões de unidades produzidas no período, segundo dados recentemente compilados pela Anfavea, associação que reúne as montadoras. O índice representa leve recuo de 0,4 ponto porcentual sobre a fatia do ano anterior, de 42,5%. São Paulo abriga o maior número de fábricas consideradas pela entidade no levantamento, com 11 linhas de montagem de veículos no total: Ford, General Motors (2), Honda, Hyundai, Mercedes-Benz, Scania, Toyota (2) e Volkswagen (2).

Os números da entidade revelam que dos oito polos produtivos existentes, quatro deles viram sua participação nas atividades industriais do setor automotivo diminuir durante o ano passado: além de São Paulo, Rio Grande do Sul, Goiás e Rio de Janeiro. Enquanto Bahia e Amazonas permaneceram no mesmo patamar de 2011, os polos de Minas Gerais e Paraná registraram fatia maior na produção nacional de veículos na comparação com 2011.

O Estado mineiro, onde estão instaladas as fábricas de Fiat, Iveco e Mercedes-Benz, passou de uma participação de 22,9% em 2011 para 24,8% para 2012, aumento de 1,9 ponto porcentual. O crescimento se deve principalmente ao retorno das atividades da unidade da Mercedes-Benz, com a montagem de caminhões, além do aumento gradual da capacidade da fábrica de automóveis da Fiat.

No Paraná, a participação na produção nacional subiu 1,8 ponto porcentual entre 2011 e 2012, para 15,1%. No Estado funcionam as plantas de Renault e Nissan (no mesmo complexo) além das unidades de Volkswagen e Volvo. A participação do polo paranaense registrou crescimento médio de 1,7 ponto porcentual nos últimos dois anos, em parte pelo aumento acelerado da produção da Renault: o resultado está nas vendas de 2012 da marca francesa, que saltaram 24,3% sobre o ano anterior, três vezes mais que o mercado de veículos leves, cujo crescimento foi de 6,08% no período. O aumento da produção de veículos no Estado também se deve ao fato de não ter havido greves no ano passado, diferente de 2011. Além disso, a fábrica da VW é responsável pela produção do modelo Fox, o segundo mais produzido e exportado pela montadora no Brasil.

No caso da Bahia, em 2012 manteve o índice de participação do ano anterior, em 5,5%, mas a tendência é de que o Estado aumente sua fatia, principalmente em 2014, quando as chinesas JAC e Foton Motors prometem iniciar suas operações fabris, ambas em Camaçari, onde a Ford já mantém seu complexo industrial de automóveis. No Amazonas, onde a Anfavea considera a montagem da Mahindra, a produção não atingiu índices significativos em 2011 e 2012.

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EVOLUÇÃO

Há 22 anos, portanto em 1990, a produção nacional de veículos limitava-se a pouco mais de 914 mil unidades com atividade distribuída em apenas quatro estados: São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul. Naquela época, São Paulo respondia por 74,8% da produção, quando já abrigava Ford, General Motors, Mercedes-Benz, Scania, Toyota e Volkswagen, além das extintas Gurgel e Engesa (esta última era focada em veículos de defesa).

Minas Gerais, com fatia de 24,5%, contava apenas com a Fiat Automóveis, enquanto que Paraná, com 0,5% de participação, e Rio Grande do Sul, com 0,2%, tinham Volvo e Agrale, respectivamente.

Em 2010, vinte anos depois, a indústria nacional já contava com os atuais oito polos industriais, conforme mostra o gráfico abaixo: escrever

O QUE VEM POR AÍ

O aumento na participação da produção nacional está na mira de polos como Rio Grande do Sul, Goiás e Rio de Janeiro. Apesar de terem produzido menos em 2012 com relação a 2011, esses estados têm investimentos confirmados de novas fábricas e/ou de ampliação das existentes: no Rio de Janeiro, a PSA Peugeot Citroën aplica R$ 3,7 bilhões até 2015 em sua unidade de Porto Real para ampliação da capacidade, para 220 mil unidades por ano. Além dela, a MAN Latin America também anunciou a ampliação de seu complexo em Resende, cidade que também receberá a primeira fábrica da Nissan no Brasil, com capacidade para 200 mil unidades/ano, cujo investimento é estimado em R$ 2,6 bilhões.

Já em Goiás, com R$ 1 bilhão, a Mitsubishi pretende duplicar sua produção na fábrica de Catalão, além do Grupo CAOA, que anunciou mais R$ 300 milhões em sua unidade de Anápolis para a montagem do ix35. Enquanto isso, o Rio Grande do Sul, onde estão fábricas das associadas Agrale e General Motors, deve ganhar um pouco mais de produção a partir da inauguração da fábrica de caminhões International, ainda neste semestre.

Soma-se a tudo isso investimentos em São Paulo, que deve continuar por longos anos na liderança da produção nacional: o Estado já recebeu investimentos importantes, como Toyota e Hyundai, cujas novas fábricas, em Sorocaba e Piracicaba, respectivamente, começaram a funcionar no ano passado. São Paulo conta ainda com a construção da unidade da chinesa Chery, em Jacareí, que deve abrir as portas no fim deste ano.

A nova política industrial automotiva, o Inovar-Auto, em vigor desde 1ºde janeiro deste ano, trouxe ao País a chance do surgimento de novos polos e a ampliação dos existentes, como os já anunciados por Fiat, que está construindo sua segunda fábrica de automóveis em Pernambuco, na cidade de Goiana ; da BMW, que terá uma fábrica de pequeno porte em Araquari, em Santa Catarina e DAF, que montará caminhões em Ponta Grossa, no Paraná


Fonte: http://www.automotivebusiness.com.br



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