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29/08/2013 -
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Lançada aliança para liberar carro diesel
 
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Entidade quer convencer governo a revogar proibição que já dura 37 anos.

Lançada oficialmente na quarta-feira, 28, a Aliança Pró-Veículos Diesel traz sua principal missão estampada em seu nome-sigla: Aprove Diesel. A entidade vai iniciar campanha para mostrar os benefícios que o combustível pode trazer à matriz energética veicular, com o objetivo de revogar a proibição da venda de carros movidos a diesel no País, que vigora desde 1976. O argumento é que, hoje, todos os impedimentos para a liberação já foram superados.

A Aprove Diesel foi criada pela associação inicial de três grandes fornecedores de componentes para motores diesel: Bosch, Borg Warner e Delphi. Mas outros estão chegando: a Honeywell já se associou e existem oito empresas em vias de se juntar à entidade, além de algumas outras organizações não governamentais. "Nossa missão não é só liberar a venda de carros diesel, mas demonstrar os benefícios do combustível e colaborar com o governo e a sociedade na busca pela maior eficiência energética. Um automóvel diesel é 30% mais econômico que seu similar a gasolina e as emissões de CO2 são 25% menores", argumentou Luso Ventura, designado diretor executivo da nova organização, durante a apresentação da Aliança no 10º Fórum de Tecnologia de Motores Diesel, realizado em Curitiba nos dias 28 e 29 pela seção Paraná e Santa Catarina da SAE Brasil (sociedade de engenheiros automotivos).

"Após tantos anos de proibição, o brasileiro não conhece o carro diesel. Nos últimos 10 anos aconteceu uma verdadeira revolução tecnológica com esses modelos que lamentavelmente o brasileiro não pode ter", acrescenta Ventura. Ele cita o exemplo de um Volkswagen Golf que em 1976, ano da proibição do combustível para veículos leves no Brasil, tinha motor diesel de 50 cavalos e consumo médio de 15,4 quilômetros por litro. Hoje o mesmo modelo tem 150 cv e roda 24,4 km/l. Para mostrar essa evolução, a Aprove Diesel já comprou na Argentina e trouxe para o Brasil alguns modelos como Volkswagen Jetta e Chevrolet Cruze a diesel, que serão demonstrados em eventos públicos em todo o País. O objetivo é mudar a visão ultrapassada sobre o combustível, que na lembrança de consumidores ainda representa poluição e generosas baforadas de fumaça preta. 

Ventura lembra que durante os primeiros 25 anos da proibição dos carros a diesel no País, não havia tantos bons motivos para a liberação, assim essa opção não fazia falta. "Mas nos últimos 10 anos os motores diesel atingiram avanços admiráveis, hoje são os mais eficientes disponíveis. Precisamos seguir aqui também esse desenvolvimento", destaca. "Ninguém quer mudar nada além de liberar a venda e deixar o mercado decidir", afirma. 

IMPACTO BENÉFICO

Segundo estimativas de um estudo da Fundação Getúlio Vargas, caso a liberação do diesel para todos os veículos leves fosse aprovada agora, na melhor das hipóteses esses modelos alcançariam 10% de participação nas vendas totais em 2018, ou 5% no pior cenário. Seria a escolha preferencial de taxistas e frotistas, pois quanto maior a quilometragem rodada, mais cedo a economia de combustível pagaria o preço de 10% a 12% maior de um carro diesel em comparação com um similar a gasolina ou flex. "Calcula-se que a partir de 9 mil quilômetros essa conta começa a se pagar", diz Mário Massagardi, diretor da divisão de sistemas diesel da Bosch Brasil e vice-presidente da Aliança. 

Segundo ele, muitas contas e estimativas derrubam as restrições à liberação do uso do diesel para todos os veículos leves no Brasil. Primeiro, 5% a 10% das vendas não representariam grande impacto de aumento do consumo de diesel, nem de suas importações. Outro argumento a favor é que, com os investimentos em duas novas modernas refinarias, de acordo com estimativas da Petrobras, a partir de 2018 o País alcançaria a autossuficiência em produção de diesel, deixando de importar o derivado como acontece hoje. Dessa forma, cairia por terra o principal impeditivo para revogar a proibição. 

Para Massagardi, a liberação não trará prejuízo à balança comercial brasileira. Muito pelo contrário, poderá trazer melhor equilíbrio, tendo em vista que o diesel é mais eficiente e, portanto, usando mais esta opção gastaria-se menos combustível no País, evitando inclusive o aumento das importações de gasolina. Uma estimativa do Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP) indica que, como não estão previstos investimentos no aumento de refino de gasolina, o Brasil teria um déficit de 39 bilhões de litros em 2024. Grande parte disso teria de ser importada, pois o buraco não poderia ser compensado integralmente pelo etanol. 

"Temos um problemas de falta de combustível e o aumento do uso de diesel pode ajudar o País a compensar o déficit de gasolina", pondera Massagardi. Ele apresenta um cálculo: "Um táxi que roda 300 quilômetros por dia com diesel pode economizar 3,5 mil litros de gasolina em um ano."

Massagardi mostrou em sua apresentação no Fórum Diesel que a introdução de carros diesel no Brasil, como já acontece na Europa, terá significativa contribuição para atingir as metas de eficiência energética propostas pelo Inovar-Auto até 2017. Os motores leves em produção hoje já atingiriam esses objetivos sem dificuldade. O potencial de evolução é bem maior. O uso de diesel com hibridização elétrica pode fazer o consumo baixar a 38 km/l, o que superaria em 50% as metas brasileiras atuais.

Existe também potencial para aumentar o uso de biodiesel e diesel de cana no País, além do próprio etanol usado em motores ciclo diesel. "Com a liberação de carros que rodem com esses biocombustíveis vai surgir uma demanda nova que poderá ajudar o setor sucroalcooleiro", destaca Massagardi. 

O Brasil é o único mercado relevante do mundo onde a venda de carros diesel é proibida. Se no passado a restrição fazia algum sentido, hoje parece não fazer mais. Segundo quer provar a Aprove Diesel, não há impacto relevante na balança comercial do País e as vantagens ambientais poderão devolver o direito de ir e vir dos automóveis diesel nas vias brasileiras.

Fonte: Automotive Business



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