noticias


03/09/2013 -
fiogf49gjkf0d
fiogf49gjkf0d
Yamaha lança, enfim, um modelo com 150 cc
 
fiogf49gjkf0d
fiogf49gjkf0d

Nova YS 150 Fazer tem preço inicial de R$ 7.390 e irá brigar com a Honda mais vendida do Brasil.

Chega em outubro às revendas Yamaha a nova YS 150 Fazer. A motocicleta terá inicialmente duas versões, ED, por R$ 7.390, e SED, a R$ 7.850, ambas com partida elétrica, freio dianteiro a disco e rodas de liga leve. O modelo tem injeção eletrônica, motor flex e outras características que abrem perspectivas para a Yamaha recuperar sua participação de mercado, que caiu de 13,5% em 2005 para 10,4% no acumulado de 2013. Pelo desejo da Yamaha, esta será sua moto mais vendida no Brasil. E não implicará a saída de linha da YBR Factor 125. 


A YS 150 Fazer surge nove anos e meio depois de a líder Honda ter lançado a CG 150. E todas as concorrentes próximas à Yamaha, como Suzuki, Dafra, Shineray e Kasinski, já vendiam ao menos um modelo com cilindrada de 150 cc. 

O diretor comercial da Yamaha, Márcio Hegenberg, acredita que o lançamento deve devolver parte do market share que a empresa perdeu e recuperar o volume de produção: "Ela também poderá ser exportada, provavelmente para Argentina, Uruguai e Colômbia". No mercado interno, Hegenberg acredita em um mercado entre 20% e 30% daquele ocupado pela Honda CG 150. 

Considerando o comportamento atual do mercado, isso implica até 8,7 mil unidades da 150 Fazer por mês, o que a colocará à frente da Yamaha YBR 125 Factor, cuja média mensal está em torno de 6,42 mil unidades. A Yamaha não revela o investimento no novo produto nem em sua unidade de Manaus. 

Na década passada, a planta amazonense foi readequada por causa do crescimento vivido pelo setor de duas rodas. Por isso e também pela retração atual de mercado, Hegenberg diz que a fábrica não terá dificuldade para assimilar produção do novo modelo. 

E seu motor também permitirá a produção de uma moto trail (para uso cidade-campo), segmento em que a Yamaha tem tradição. Esse produto também poderá ser exportado. Ainda não se sabe quando virá, mas o diretor comercial garante: "Teremos um lançamento em média a cada seis meses." Isso indica, inclusive, que a 150 Fazer receberá nos próximos meses uma versão mais simples, com rodas raiadas e freio dianteiro a tambor. 

NACIONALIZAÇÃO PARCIAL

O novo propulsor foi desenvolvido no Japão, como o restante da moto, mas todo o projeto contou com a colaboração da engenharia de Manaus. O motor de 150 cc tem componentes produzidos no Brasil e na Ásia. "Alguns vêm da Indonésia", afirma o diretor de engenharia, Ilário Kobayashi. 

De acordo com o executivo, cerca de 60% da motocicleta utiliza peças nacionais. Os pneus Metzeler, por exemplo, são fabricados na Pirelli de Gravataí (RS). Segundo a Yamaha, os itens de reposição que formam a linha Y-TEQ (constituída de peças de reposição com preços mais acessíveis) já foram desenvolvidos, como kit de transmissão final (corrente, coroa e pinhão), pastilhas e lonas de freio. Outra medida adotada no pós-venda são as revisões com preço fixo até os 30 mil quilômetros. 


BOA DE ASFALTO

Automotive Business avaliou a YS 150 Fazer em um pequeno trecho do litoral baiano. Andando no nível do mar, seu motor responde bem e empurra a moto facilmente acima dos 100 km/h (a fabricante não divulga a velocidade máxima). A moto tem estilo bem atual, fácil de notar pelo desenho do farol, tanque e rabeta. Seu desempenho e ciclística são muito parecidos com os da Honda CG 150, cujo motor produz 14,2 cv com gasolina e 14,3 cv com etanol. 

A potência divulgada para a nova YS 150 Fazer é menor, 12,2 cv com etanol ou gasolina, mas a Yamaha mostrou em um gráfico (veja abaixo) que sua moto saiu-se melhor do que a concorrente em um teste que mediu a potência na roda. Nesse mesmo gráfico, o torque da 150 Fazer também foi melhor.

A Yamaha não revelou, porém, números exatos obtidos por uma e outra nem o combustível empregado no teste. A nova YS 150 teria superado a Honda também em consumo. Fez 45 quilômetros com um litro de gasolina, resultado 7,6% melhor que o da CG 150 (cujo consumo teria sido de 41,8 km/l). 

O câmbio de cinco marchas da nova Yamaha convenceu. A unidade testada tinha engates mais precisos que os de sua moto de 125 cc, a YBR Factor. As suspensões da nova moto pareceram bem acertadas durante a avaliação. Os amortecedores traseiros têm cinco regulagens. O painel da YS 150 é bem completo por trazer marcador de combustível, conta-giros, indicador de marcha engatada e hodômetro parcial. 


Alguns detalhes de acabamento tornam a versão SED mais completa. Ela tem pintura metálica, apliques gráficos maiores e cavalete central, entre outros detalhes. Segundo a Yamaha, a versão ED, mais simples, pode receber o cavalete como acessório.

NECESSIDADE DE RECUPERAÇÃO

A atual dificuldade de aprovação de crédito para os motociclistas, somada à falta de um produto de 150 cc, vinha derrubando os números da Yamaha do Brasil. Em 2008, seu melhor ano em produção, a empresa montou 328.524 unidades. Em 2011, o melhor da história do setor de duas rodas, a Yamaha fabricou 275.354 motos (retração de 16,2% ante 2008). 

Em 2012, ano já afetado pela restrição ao crédito, a Yamaha montou 159.153 unidades, número pouco melhor do que havia atingido em 2004 (143.060 unidades). No caso da Honda, esse recuo foi para um patamar próximo àquilo que ela montava em 2007.

Fonte:Automotive Business



Comentários


Nenhum comentário no momento!



Cadastre o seu comentário
 
Titulo:
Nome:
Email:
 
Comentário

(0 / 1000)
Receber comentários por email:
 
 



Voltar

 


RH AUTOMOTIVE
contato@rhautomotive.com.br (11) 9-9208-9621 (WhatsApp) | (11) 3777-3906
RH AUTOMOTIVE - todos os direitos reservados | Desenvolvimento