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17/03/2014 -
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Metalúrgica cresce 30% em 6 meses após reorganizar linha de produção.
 
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Depois de participar de um programa de inovação , uma metalúrgica do interior de São Paulo reorganizou sua linha de fabricação e passou a oferecer novos produtos. Hoje, a fábrica faz guindastes para transportar pessoas com dificuldades de locomoção e equipamentos para indústrias de mineração.

O empresário Vittório Rela é o dono da metalúrgica que fica em Indaiatuba, a 100 quilômetros da capital paulista. A empresa fabrica máquinas para o transporte de materiais. Indústrias de vários setores do mercado nacional fornecem o projeto e a matéria-prima, e a metalúrgica entra com a mão de obra.

"Nós temos os grandes escritórios que vendem para as empresas de mineração, papel e celulose, indústria química e de fertilizante. Eles vendem esses equipamentos para essas indústrias e esses escritórios nos procuram para a gente fornecer a fabricação desses equipamentos", explica o empresário.

Vittório Rela investiu R$ 20 mil para abrir a empresa, que já está há cinco anos no mercado. Atualmente, a metalúrgica tem nove funcionários e produz 20 toneladas de equipamentos por mês. O faturamento anual é de R$ 700 mil.

No fim de 2012, o empresário entrou no programa Agentes Locais de Inovação (ALI). O projeto é uma ação do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A empresa participante recebe visitas de um agente que faz o diagnóstico do negócio para descobrir como inovar em produtos e processos.

"O agente, junto com o Sebrae, vai buscar mais informações e alternativas de sugestões para o empresário competir melhor. Ações que possam ser colocadas em prática que tragam resultados de curto e médio prazo para a empresa inovar", diz Adriano Campos, do Sebrae.

O atendimento é personalizado, gratuito e pode durar até dois anos.

"Eu montei um plano de ação junto com minha gestora e aí, uma vez por mês, eu faço uma visita para ver o que já foi feito desse plano de ação, e se não foi feito, quais são as dificuldades, o que eu posso ajudá-lo para conseguir executar esse plano de ação", explica Nathalia Mustafá, agente local de inovação.

O empresário Vittório Rela seguiu as orientações do agente e viu o resultado em pouco tempo: a empresa cresceu 30% em seis meses. Uma ação que fez toda a diferença foi organizar a área de produção. Hoje os materiais não ficam mais espalhados e as etapas da linha de montagem foram todas demarcadas.

A produtividade e a qualidade das peças aumentaram. "Você tem um funcionário que trabalha mais objetivamente. (...) Ele sabe onde está o material, ele sabe o que vai fazer, ele sabe o prazo que ele tem para fazer aquela tarefa. Tudo isso influenciou no resultado final da empresa", comenta Vittório.

Agora, a metalúrgica incentiva o uso de equipamentos de proteção, um exaustor potente foi instalado na cabine de pintura e também houve melhorias no setor administrativo e no controle de finanças da empresa.

Novos produtos
Noventa por cento do faturamento ainda vem da venda de mão de obra, mas o empresário quer investir em produtos desenvolvidos por ele, como é o caso de um pequeno guindaste usado para ajudar pessoas com dificuldades de locomoção. O equipamento foi inspirado em outro bem maior, utilizado na própria fábrica para carregar as peças mais pesadas.

O guindaste maior tem 6 metros de altura por 12 metros de comprimento e suporta 2 toneladas. O menor, para transporte de pessoas, tem 2 metros de altura por 3 metros de comprimento e capacidade para 300 quilos. O equipamento custa a partir de R$ 6 mil.

O Sebrae fez uma pesquisa com 35 mil empresas do Brasil atendidas pelo programa ALI. O levantamento aponta que mais da metade investiu na criação de novos produtos ou serviços após o acompanhamento dos agentes.

"Hoje, inovação é a palavra do momento. Então, não basta você ter um bom produto, uma clientela, você ter um serviço adequado, você tem que sempre agregar algum diferencial que torne o seu produto destacado no seu mercado para que você possa competir melhor contra os seus demais concorrentes", afirma Adriano Campos, do Sebrae.

A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Itatiba, no interior de São Paulo, atende 183 alunos. A entidade usa três pequenos guindastes para facilitar o cuidado aos cadeirantes. "Vendo o pórtico funcionando na prática, a gente pensou mais setores que seriam viáveis para instalá-lo", comenta Ana Lúcia Rosa, da Apae de Itatiba.

O equipamento facilita o trabalho do fisioterapeuta com o paciente, que antes, era carregado no colo. Agora, o transporte é mais seguro para ambos. Depois da instalação do equipamento, é quase zero o número de faltas dos funcionários por causa de problemas de coluna ou dores musculares. O pórtico também ajudou a dinamizar o tratamento.

"Eu não preciso solicitar a presença de algum monitor para que ele me ajude. Porque nós possuímos cadeirantes de todas as idades, de quase 50 anos, de vários pesos, então facilita bastante", afirma a fisioterapeuta Flávia Zanetti.

Guilherme, de oito anos, aprovou o novo meio de transporte e o tratamento virou uma brincadeira.

Para os próximo anos, Vittório Rela quer aumentar a venda de produtos próprios até que cheguem a 50% do faturamento da empresa. "Quando esse projeto dá certo, como a gente tem um exemplo aqui, ele é muito mais rentável do que a venda de mão de obra", diz o empresário.

Fonte: G1



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