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02/05/2014 -
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BMW, DAF e JAC: desafio de nacionalizar
 
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Com um investimento previsto de R$ 14 bilhões entre 2012 e 2016, o Brasil deve ganhar 14 novas fábricas de veículos, das quais dez são de automóveis e comerciais leves e quatro de caminhões e ônibus, somando à capacidade instalada atual mais 834 mil unidades por ano. Parte dos responsáveis por este novo momento de crescimento da indústria participaram do painel de encerramento dos trabalhos do V Fórum da Indústria Automobilística, na segunda-feira, 28, no Golden Hall do WTC, em São Paulo: "A evolução dos novos empreendimentos" contou com a presença de Arturo Piñeiro, presidente da BMW do Brasil, Michael Kuester, diretor comercial da DAF Caminhões, e Tarcísio Telles, vice-presidente da JAC Motors.

Para Piñeiro, a maior aposta da BMW no Brasil é o seu potencial de mercado: "Quando se projeta uma fábrica, se pensa sempre no longo prazo e o Brasil tem um potencial de mercado premium que justifica o investimento", argumentou. Sua perspectiva é de que na virada da década, o País triplique o volume de vendas dos modelos premium, para algo como 100 mil a 120 mil unidades. "Para se consolidar, tem que investir hoje e não daqui a 10 anos." 

Em sua fábrica que está sendo erguida em Araquari (SC), a BMW já está em processo de escolha de fornecedores. "Estamos trabalhando nesta direção, de localizar o máximo de peças e componentes e já estamos em processo de nomeação. 80% dos fornecedores que atuam no Brasil são fornecedores da BMW no mundo. Isso facilita muito o processo." 

No caso da JAC Motors, sua unidade de Camaçari (BA) será a primeira fora da China e representa a porta de entrada para o mundo. "A JAC está crescendo e tem o interesse de se globalizar. Na China, só nos últimos 10 anos foram construídas 10 novas fábricas", comenta Telles. O executivo afirma que a empresa já escolheu a maior parte de seus fornecedores no Brasil, mas nem todos foram nomeados. "Nossa estratégia sempre foi de primar pela localização, antes mesmo do Inovar-Auto." 

Apesar da confiança no País, a marca chinesa tem enfrentado problemas para erguer sua planta. O atraso das obras, que segundo Telles, "não vai chegar a um ano da programação inicial, talvez perto", foi causada pelas chuvas na região, o que impediu os trabalhos de terraplanagem, além da demora no processo de licenciamento ambiental da área. Sua nova estimativa para inauguração da fábrica está para o segundo semestre: "Vamos compensar o atraso para que seja inaugurada mais no começo do segundo semestre do que no fim."

Ele afirma também que dificuldades no financiamento da obra convergiram com a "vontade da matriz, na China, em aumentar sua participação do empreendimento brasileiro". No início deste mês, a empresa, que no Brasil é liderada pelo empresário Sérgio Habib, anunciou a inversão da participação dos chineses na fábrica baiana, passando de 34% para 66%.


A DAF, representante do segmento de pesados no painel, inaugurou em outubro a produção do seu primeiro caminhão na planta de Ponta Grossa (PR): "Quando iniciamos a produção e os veículos começaram a chegar à rede de concessionárias, o governo encerrou os financiamentos pelo Finame PSI. Com isso, houve o atraso na regulamentação, que só veio no fim de janeiro, e o arrefecimento do mercado. Não era com este ritmo que gostaríamos de começar, mas nossa estratégia enxerga o longo prazo e temos muita expectativa da reversão desse cenário", defende Kuester. 

PEDRAS NO CAMINHO

Durante o painel, os executivos também debateram sobre as dificuldades de se produzir no Brasil. Questionado sobre os preços de seus caminhões, Kuester admitiu que os valores praticados aqui são mais robustos que os preços dos mesmos modelos na Europa: "tivemos que adaptar o preço de acordo com o mercado". 

Em alusão à resposta do executivo da DAF, Piñeiro se referiu ao custo Brasil: "O preço de um carro premium aqui é o dobro do mesmo carro vendido nos Estados Unidos e vejo que o grande problema é que não existe solução no curto prazo para isso". Devido às condições tributárias no País, a BMW destinará o fruto de seu investimento exclusivamente para o mercado doméstico. "Apesar de termos know how para exportações, o Brasil não reúne condições para exportar". 

Telles alertou para os desperdícios de processos que a indústria e toda a cadeia de suprimentos ainda enfrentam e que aumentam os custos de produção. "A nossa fábrica já nascerá lean, com uma capacidade produtiva por metro quadrado bastante elevada." Contudo, informou que as peças para o novo modelo que a JAC pretende montar na Bahia já estão saindo de ferramentais definitivos, mas ainda não estão sendo produzidos aqui pelos fornecedores. 

"Para fabricar um ferramental no Brasil é o dobro do valor de China e Índia. Poderíamos ser muito maiores se houvesse competitividade", exclamou. 

PLANOS PARA PRODUTOS

Com previsão de iniciar suas operações fabris em outubro deste ano, a BMW lançará primeiro seu modelo mais vendido no Brasil - e no mundo - o Série 3. A marca alemã, que brigará diretamente com sua conterrânea Audi - ambas querem 30% do mercado premium - completará a gama nacional com X1, Série 1, X3 e Mini Countryman, nesta ordem. 

"Nossa estimativa é ter de 3 a 4 meses de intervalo entre um lançamento e outro", revela Piñeiro. Ele afirma que não haverá diferenças com os modelos vendidos no mundo: "Se tivéssemos que produzir um carro diferente para o Brasil, não teríamos fábrica aqui. O brasileiro terá o mesmo carro com a mesma qualidade que é oferecida na Alemanha."

Pela DAF, a próxima novidade fica por conta do modelo médio CF, que chega no fim deste ano. Em 2015, será a vez da versão 4x2 com diferentes motores. A DAF produz atualmente apenas o modelo XF105, com índice de 90% de financiamento pelo Finame PSI. Kuester conta que para chegar aos 100% faltam nacionalizar componentes, principalmente do trem de força, como eixos. 

Já o novo carro da JAC que será produzido em Camaçari continua um mistério. Telles revela apenas que o motor será 1.0 que virá inicialmente da China. 

"É um modelo desenvolvido para o mercado nacional, com design bem diferente do J3 feito pela JAC Italy, de Turim, em parceria com a equipe brasileira, inclusive com a participação do próprio Sérgio Habib." 

Sobre a queda contundente de suas vendas no País, o executivo diz que o resultado não afetou a rede: "o número de concessionárias não encolheu, está estável. Saímos da mídia, por isso os volumes se retraíram. Vamos aparecer novamente, na ocasião da abertura da fábrica e no lançamento do novo veículo", prometeu.

Fonte: Automotive Business



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