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23/05/2014 -
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Bosch investe para nacionalizar produtos
 
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Do programa de investimentos na América Latina que soma R$ 108 milhões este ano e envolve 250 projetos, valor pouco maior do que os R$ 104 milhões investidos em 2013, a maior parte será aplicada pela Robert Bosch na produção no Brasil de diversos componentes e sistemas. A principal motivação vem do câmbio desfavorável às importações, após período de desvalorização do real, e da política industrial do governo para o setor automotivo, o Inovar-Auto, que concede incentivos fiscais para as montadoras que compram mais peças nacionais, além de investir em aumento de eficiência energética. 

"A desvalorização cambial aumenta a importância de se produzir localmente para reduzir o custo das importações", explica Besaliel Botelho, presidente da Bosch Brasil e América Latina. "Com a tendência de produção de plataformas globais de veículos, muitos projetos novos precisam de sistemas desenvolvidos globalmente, que passam a ser fabricados aqui", acrescenta. 

Com relação às encomendas provocadas pelo Inovar-Auto, o executivo afirma que o programa ainda não trouxe aumentos efetivos de vendas, mas garante para 2016 a compra de sistemas e componentes para cumprir metas de eficiência energética - os fabricantes de veículos devem melhorar seus índices de consumo em, no mínimo, 12% até 2017 e aquelas que conseguirem chegar a 18% vão ganhar descontos de 2 pontos porcentuais de IPI. "As montadoras estão plenamente ciente que precisam melhorar a qualidade de seus produtos aqui", afirma Botelho.

Apesar de manter nível de investimento parecido com o do ano passado, o programa atual está abaixo da média de R$ 200 milhões/ano acumulada nos últimos 10 anos, período em que a Bosch aplicou R$ 2 bilhões nas operações na América Latina. 

NOVOS PRODUTOS

Botelho destacou alguns dos produtos que a Bosch começa este ano a produzir no Brasil. Um deles é o módulo de controle eletrônico de estabilidade, o ESP, quer aumenta significativamente o nível de segurança dos veículos ao impedir derrapagens e capotamentos. "O equipamento pode entrar nos gastos de pesquisa, desenvolvimento e engenharia também incentivados pelo Inovar-Auto", destaca o executivo. Segundo ele, o primeiro cliente do ESP deve ser conhecido até o fim deste ano. "Será incorporado primeiro em carros topo de linha, mas depois deve se disseminar para mais modelos", adianta. 

O ESP entra em produção na mesma linha que já faz o ABS (antibloqueio dos freios), pois ambos os sistemas são montados sobre uma mesma base. A Bosch investiu R$ 20 milhões na produção de ABS, que este ano se tornou obrigatório em 100% dos veículos vendido no País. Mais R$ 18 milhões foram investidos no ano passado para a linha adicional que pode montar o ESP em conjunto com o ABS. A capacidade é de 3 milhões de unidades/ano para ambos os sistemas e cerca de 60% do valor dos componentes usados na fabricação são de itens importados. "Compramos maquinário novo para fazer os dois aqui. Não esperamos pela legislação (como aconteceu com o ABS). Acreditamos que o ESP será cada vez mais pedido pelos consumidores", aposta Botelho. 

Outro sistema que começa a ser feito no Brasil é o Start-Stop, que desliga o motor quando o carro para e religa assim que o motorista tira o pé do freio. Segundo Botelho, já existe encomenda de uma montadora que vai introduzir o Start-Stop em sua linha a partir do fim deste ano. 

Com investimento de ? 2,2 milhões, a Bosch também inicia a produção brasileira de sensores de oxigênio (sonda lambda), usados pela central eletrônica de gerenciamento do motor para medir e regular emissões. "É também um item com forte apelo para atender metas de eficiência do Inovar-Auto", explica Botelho. A capacidade instalada é de 3,4 milhões de unidades/ano, o que de cara já contempla cerca de metade dos automóveis produzidos por ano no Brasil - cada um usa dois sensores. 

Outro que passa a ser produzido no País é o sensor de fase, que também atua no gerenciamento do motor para garantir maior eficiência da injeção eletrônica de combustível. Após investimento de ? 1,6 milhão, poderão ser feitas até 2 milhões de unidades/ano. 

A Bosch também investe na ampliação da produção do sistema Flex Start, que faz o pré-aquecimento do etanol para partidas a frio, eliminando assim o tanquinho de gasolina usados nos motores flex. Desde 2009, quando começou a fornecer o Flex Start para o Volkswagen Polo Bluemotion, a Bosch já produziu 1 milhão de unidades do sistema e espera chegar a 2 milhões até 2015, quando calcula que 30% da frota produzida no País usará esta solução. 

No total, 3,5% do faturamento anual na América Latina (exceto México) são investidos em pesquisa e desenvolvimento pela Bosch, o que equivale a cerca de R$ 180 milhões - uma parcela ínfima diante dos ? 4,5 bilhões que a empresa investe globalmente em P&D, ou 9,9% do faturamento global de ? 46,1 bilhões em 2013. 

FORNECEDORES

Parte dos 300 fornecedores no Brasil também será contemplada com investimentos da Bosch. "Precisamos deles para aumentar o grau de nacionalização de todos os produtos que vamos fazer aqui. Leva tempo para desenvolver essa cadeia", explica Botelho. Segundo ele, algumas empresas da base de fornecimento têm gestão familiar ineficiente e passam por grandes dificuldades. "Já tivemos até de comprar matéria-prima para que pudessem nos fornecer", conta.

"Os sistemistas estão plenamente preparados para oferecer as soluções que o Inovar-Auto requer, mas a maioria dos fornecedores a partir do segundo nível da cadeia não tem condições de acompanhar esse desenvolvimento", afirma o executivo. 

Um dos projetos para melhorar a produtividade e competitividade da cadeia começa este ano com 25 fornecedores e ajuda do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), que paga cerca de 35% do custo de R$ 3,5 milhões de um programa de qualificação com dois anos de duração. Outros 40% são custeados pela Bosch e os 25% restantes serão pagos em 20 parcelas pelos próprios fornecedores. A programação envolve a contratação de consultorias e orientação da própria Bosch para aumentar a eficiência de processos, incluindo manufatura enxuta, gestão, liderança e finanças. "Nos inscrevemos no MDIC para aplicar o programa e fomos escolhidos. É uma forma prática de atuar no desenvolvimento dos fornecedores", diz Botelho.

Para o presidente da Bosch América Latina, devido às dificuldades da cadeia de fornecedores no Brasil ainda é difícil avaliar o quanto poderá ser nacionalizado pelas montadoras. "O programa de rastreabilidade (que tem a intenção de monitorar o conteúdo nacional de cada peça ou sistema) é que vai dar o norte de quanto as montadoras precisam comprar, pois é a partir daí que vão calcular o quanto vale a pena importar", avalia. Segundo ele, nem metade dos associados do Sindipeças já se habilitou no sistema que entrou em operação piloto este ano. "E alguns talvez nem consigam se habilitar, pois isso também gera custo", alerta.

Botelho diz que os gargalos de fornecimento estão espalhados por toda a cadeia, incluindo estamparias de aço e fornecedores de itens de plástico, por exemplo. No caso de eletrônicos, "nem sequer vemos alguma luz no túnel ainda, pois não há fornecedores no Brasil".

Fonte: Automotive Business



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