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11/06/2014 -
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Inovações tecnológicas trazem desafios para o setor de reparação automotiva
 
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A tecnologia automotiva está em constante evolução. Para se ter uma ideia, de acordo com o analista técnico do Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi) Alessandro Silveira, em 2002, um sedã médio tinha cerca de oito componentes eletrônicos. Hoje, esse número praticamente triplicou. Câmera de ré, teto solar e sistema multimídia de navegação GPS são apenas algumas das inúmeras inovações tecnológicas presentes nos carros modernos. Com tantos componentes de eletrônica embarcada sendo introduzidos a cada dia, como fica o preparo dos profissionais que fazem o reparo e a manutenção dos veículos? O seu treinamento consegue acompanhar o desenvolvimento automobilístico?

Dados históricos comprovam que um aprofundamento do conhecimento técnico, desenvolvido a cada ano, tornou-se indispensável. Luiz Carlos Gertz, professor de Engenharia Mecânica da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), conta que o primeiro boom de eletrônica embarcada no país foi na década de 90, com a chegada da injeção eletrônica. Já nesta época, muitas oficinas fecharam, pois não conseguiram se adaptar às inovações.

Hoje em dia, para diagnosticar problemas nos veículos, conforme explica Gertz, são necessários aparelhos conhecidos como multitestes automotivos. Esses scanners são conectados à central do carro e fazem um levantamento computadorizado, apontando onde estão localizados os problemas. "Todos os sistemas estão integrados e, até para a simples troca de fusível ou de uma lâmpada, é necessário usar o equipamento de diagnóstico", explica o presidente do Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado de São Paulo (Sindirepa-SP) e Sinderepa Nacional, Antônio Fiola. "O reparo se tornou muito mais técnico do que manual", afirma. 

Qualificação contínua
"Com a variedade de marcas e modelos de veículos, o desafio aumenta a cada dia", diz Fiola. E, para agravar a situação, conforme explica o presidente do Sindirepa-SP, o setor de reparação ainda carece de informações técnicas suficientes que auxiliem o trabalho dos reparadores. Os profissionais podem, no entanto, buscar apoio no próprio sindicato: "O Sindirepa-SP possui o maior acervo de informações técnicas da América Latina para atender às necessidades dos reparadores", conta Fiola. O atendimento é feito por telefone ou e-mail, de segunda a sexta-feira. Os profissionais encaminham as dúvidas, e os atendentes respondem às solicitações. 

Segundo Mauro Alves, coordenador de atividades técnicas da Escola Senai Condr José Vicente Azevedo, em São Paulo, o treinamento dos reparadores das concessionárias é coordenado pelas próprias empresas. "Alguns cursos são realizados nas próprias montadoras e outros em convênios com escolas técnicas, como o Senai", explica. Em alguns casos, as montadoras só fazem treinamentos a partir desses convênios. 

Alves também destaca que, de acordo com a Classificação Brasileira de Ocupações do Ministério do trabalho, para a ocupação de Mecânico de Automóvel, é necessário um curso de qualificação de, no mínimo, 400 horas. Em complemento a essa formação, são precisos dois anos de experiência na função. "Existem também outros cursos de qualificação de nível básico, a partir de 160 horas, para formação inicial de profissionais, como eletricista de automóveis, funileiro, pintor, entre outros", informa. 

A escolha da oficina
"A estrutura da oficina também sofre influência direta com a necessidade de equipamentos que permitam realizar os diagnósticos e reparos", afirma Alves. Como, então, escolher uma oficina que esteja preparada para atender às demandas dos carros atuais?

Segundo o presidente do Sindirepa-SP, Antônio Fiola, as oficinas de confiança - cujos serviços são de qualidade comprovada pelos clientes, que os recomendam para outros consumidores - são  responsáveis pela manutenção de 80% do total da frota que circula no país, conforme aponta uma pesquisa feita em 2011 pela Grupo Interprofissional de Produtos e Serviços Automóvel (Gipa), órgão internacional de pesquisa de pós-venda. "O motorista leva o veículo na concessionária durante o período da garantia. Depois, migra para a oficina", diz. 

Para certificar-se do serviço prestado, Fiola sugere que o consumidor tenha alguns cuidados. Um deles é conferir se a oficina ou concessionária possui o certificado do Instituto da Qualidade Automotiva (IQA). Esse organismo de certificação sem fins lucrativos é especializado no setor automotivo, criado e dirigido pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças) e outras entidades. No site da instituição, o consumidor encontra as empresas certificadas. Basta definir qual o tipo de serviço que deseja analisar e, depois, filtrar a pesquisa por estado, cidade e bairro. 

O site do Sindirepa-SP também disponibiliza uma lista com mais de 1000 oficinas, relacionadas por segmento (leve, pesado e motocicleta), o que facilita a pesquisa do consumidor. Fiola também conta que, na página da entidade, o consumidor pode conferir o custo médio da mão-de-obra dos serviços. O Pense Carros entrou em contato com o Sindirepa do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina e, atualmente, esse serviço não está disponível em seus sites. 

"Já a certificação do mecânico está em fase de conclusão com a criação de um convênio com o Senai Nacional", conta Fiola. Será a implantação de uma certificação voluntária de profissionais automotivos, como já acontece com outras atividades. "A certificação terá como base a norma NBR 15681 para qualificação e certificação do mecânico de manutenção e reparação de veículos automotores pela ABNT/CB05, elaborada pelo Sindirepa-SP em 2009. Serão estabelecidos parâmetros para melhorar a capacitação dos profissionais", explica. 

Fonte: Pense Carros



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