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03/11/2014 -
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Geely confirmará fábrica no Brasil em 2015
 
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A Geely decide quando e como terá uma fábrica no Brasil até o meio de 2015. "O Grupo Gandini (que representa a marca chinesa no mercado brasileiro) não tem dúvida de que isso é necessário para ser competitivo aqui. Não há dúvida sobre ter uma fábrica no País, mas somente sobre qual produto e o tamanho da planta e do investimento", disse Ivan Fonseca e Silva, presidente da Geely Brasil, durante sua apresentação no Salão do Automóvel de São Paulo, na quarta-feira, 29. Segundo ele, não existe nenhuma especulação sobre o local do investimento: "Temos certeza que será no Estado de São Paulo", afirmou, confirmando ainda que 60% do investimento será da Geely e 40% do Grupo Gandini.

Segundo Fonseca e Silva, o tamanho do aporte depende da escolha do produto a ser fabricado no Brasil. "Se for um compacto, estamos falando de uma fábrica com capacidade para 80 mil a 100 mil unidades/ano, um investimento grande. Já se a escolha for por um modelo SUV ou mesmo um sedã médio como o EC7, os volumes e aportes são menores", diz. Ele conta que nenhuma hipótese está descartada: "Ainda não está decidido, estamos estudando".

Sobre a possibilidade de fabricar carros da Volvo na mesma fábrica, levando em consideração que a Geely é desde 2010 dona da Volvo Cars, Fonseca e Silva afirma que essa também é uma possibilidade: "Seria simples fazer isso, até porque Geely e Volvo já trabalham em plataformas comuns que em breve devem chegar ao mercado". 

Ele revela que até mesmo um carro híbrido poderia ser fabricado no Brasil, apontando para o carro conceito FE7 apresentado no salão, um híbrido plug-in com dois motores a combustão (um deles só para recarregar as baterias) e um elétrico. Já se vê no modelo a boa influência da Volvo Cars em um Geely, tanto em tecnologia como no visual bem desenhado. "Já temos a tecnologia. Com os incentivos que o governo vai dar aos híbridos podemos pensar em fazer aqui", disse.

LANÇAMENTOS

Além do sedã EC7 e do compacto GC2 (já apelidado de "Pandinha"), a Geely mostra no Salão do Automóvel alguns de seus próximos lançamentos no Brasil. Um deles é o SUV EX7, com motor 1.8 de 140 cavalos, que deve chegar ao mercado brasileiro no fim de 2015. Antes disso, no primeiro trimestre do próximo ano, chega o GX2, uma versão cross do compacto. No segundo semestre vem a versão hatch do EC7. O sedã ganha opção com câmbio automático CVT em meados de 2015 (uma outra vantagem competitiva da Geely, que em 2009 comprou a australiana DSI, hoje o segundo maior fabricante mundial de câmbios automáticos). Também está nos planos trazer a transmissão de dupla embreagem para os carros da marca vendidos aqui. 

Todos esses modelos virão da linha de montagem da Geely no Uruguai, que tem capacidade para montar até 20 mil unidades/ano. "É inviável trazer da China produtos com impostos tão altos. Vamos sempre usar a operação no Uruguai, mesmo depois de ter a fábrica brasileira", diz Fonseca e Silva. 

A expectativa é fechar o primeiro ano de vendas da Geely no Brasil com 2 mil carros emplacados. Em 2015 a perspectiva cresce para 5 mil unidades. "Nossa visão é de pequenos volumes no momento, para sustentar a evolução da marca no País com qualidade de atendimento", afirma o executivo. 

DESIGN UNIFICADO

Peter Horbury, que após a compra da Volvo Cars tornou-se vice-presidente de design do Geely Holding Group, explicou que já está avançado o projeto de unificar plataformas das duas marcas e criar uma identidade visual única para a Geely. A primeira plataforma comum deve ser apresentada em menos de um ano e dará origem a até cinco modelos. 

Horbury tem sob seu comando 220 pessoas trabalhando em quatro centros de design da Geely no mundo, em Xangai, na China, Gotemburgo, na Suécia, Barcelona, naEspanha, e Los Angeles, nos Estados Unidos. Todos trabalham em conjunto para dar uma identidade visual global à marca chinesa. "Até agora, eram contratados escritórios que faziam um design para cada produto. Com isso, foram criados vários carros sem nenhuma correlação visual entre eles. É como um zoológico com várias espécies diferentes de animais", afirmou o designer. "Isso agora deve mudar, teremos uma só identidade, para tornar a marca fortemente reconhecida no mundo todo." 

"Nossa intenção é crescer no mundo todo. Começamos pelos países emergentes como a Rússia, Leste Europeu e agora o Brasil. Mas também vamos para os mercados maduros da Europa e Estados Unidos", afirmou Lin Zhang, vice-presidente e diretor geral da Geely, também presente no estande da marca no salão. "O Brasil faz parte de nosso aprendizado internacional, onde é necessário adaptar os modelos aos consumidores locais para obter volumes maiores", avalia. 

Fonte: Automotive Business



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